quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Atividade: "Fragmentos de Natal"



A Turma do 7ºE apresenta, na Biblioteca, uma leitura encenada do conto de Levin Kipnis Uma História de Ano Novo  e uma canção de Natal

16 de dezembro de 2011, às 12:00h 

Conceção e organização:
Profª Albertina Barbosa, Profª Lourdes Soares, Equipa da BE

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

FEIRA DO LIVRO - BIBLIOTECA

Entre os dias 28, 29 e 30 de novembro de 2011 decorre na Biblioteca da Escola S/3 Arq. Oliveira Ferreira, a "Feira do Livro".


Horário:
Dia 28, segunda-feira, das 9,30 às 18,30 horas.

Dia 29, terça-feira, das 9,30 às 18,30 horas.


Dia 30, quarta-feira, das 9,30 às 22,00 horas.


Promoção:
Equipa da Biblioteca Escolar

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Boletim Informativo - outubro de 2011

Estas são as novidades relativas ao mês de outubro.
Boas leituras!


quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Plano Monitores da BE

Concurso Nacional de Leitura


Clube de Xadrez

Clube de Xadrez
da
Biblioteca
da Escola S/3 Arquiteto Oliveira Ferreira

Inscrições na Biblioteca







domingo, 23 de outubro de 2011

Dia Internacional das Bibliotecas Escolares

Estes são alguns dos cartazes alusivos à efeméride elaborados pelos alunos do 7.º F, sob a orientação do Prof. Gonçalo Torgal.

Todos os trabalhos estarão expostos na Biblioteca Escolar.



15 de novembro de 2011

terça-feira, 11 de outubro de 2011

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

terça-feira, 14 de junho de 2011

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Sessão sobre Oficina de Escrita

No âmbito dos Novos Programas de Língua Portuguesa, decorreu no passado dia 17 de Maio de 20011, uma Sessão sobre Oficina de Escrita, dinamizada pelo Dr. Vilas-Boas, na Escola S/3 Arquitecto Oliveira Ferreira, e promovida pela Equipa da Biblioteca.


Participantes:


Professores de Português da escola


Professora Ilda Pimenta


1 professora da Escola Sophia de Mello Breyner


1 professora da escola de Fiães

Um professor, um livro.

Para começar a escrever sobre um, talvez dois… dos meus livros preferidos tenho de começar por dizer que…adoro ler.
Como nasci numa pequena vila do interior, a minha escola era pequena, e nesse tempo (que não foi há muitos anos), não tínhamos a sorte de ter biblioteca, não tínhamos livros na escola, nem sequer na nossa terra. No entanto, havia uma carrinha quase mágica, que chegava por volta das 17horas, às sextas-feiras, uma vez por mês. Pequenos e menos pequenos juntávamo-nos no largo da Carvalha e íamos espreitando os livros uns dos outros e trocando ideias sobre o que tínhamos lido durante esse mês. Foi sem sombra de dúvida com as bibliotecas itinerantes da Gulbenkian que nasceu em mim o gosto pela leitura, e foi talvez nos tempos que por elas esperei que aprendi a partilhar os sentimentos e as estórias sentidas nas páginas de cada livro, com os amigos. Quando um livro me belisca não resisto em falar dele, fico mesmo entusiasmada, e só me apetece que haja quem também o leia para o poder discutir.

Os livros de que vou falar são dois desses livros… gordos em sentimentos.
Talvez por “defeito” de formação, acontece-me muitas vezes comprar um livro de um autor desconhecido por gostar da capa ou do título. Raramente me senti enganada por estes factores, têm-se revelado boas escolhas. Foi isso mesmo que aconteceu com “ As Velas ardem até ao fim”. Da primeira vez que o vi na livraria adorei a capa e o título, mas resisti, tinha vários livros em casa que ainda não tinha lido e resolvi não gastar dinheiro. Se pensava que o meu encontro com este autor tinha passado à história estava enganada. Dois meses depois estava de férias e um amigo meu falou-me deste livro com tanto entusiasmo que uma das primeiras coisas que fiz ao chegar a Gaia foi comprar o “dito cujo “. Comecei a lê-lo, devagarinho, sim, não se pode ler Sándor Marai com pressa, é tão profundo, na sua simplicidade, que as suas palavras têm que se ir bebendo aos poucos. E lentamente, vamos entrando no coração das suas personagens e elas vão entrando no nosso. Marai é um escritor de carácteres, da amizade e do amor, da integridade, um criador de almas. Tornei a encontrar este conhecimento da alma humana em “ A herança de Ezter”. Também neste livro o carácter de Eszter é algo perturbador, até mesmo incompreensível. São dois livros de paixão, dois livros de fidelidades a alguém que à primeira olhadela não nos parece ser merecedor de tal, mas na realidade onde está a verdade? Onde reside a honestidade? …
O tempo é também um elemento importante, o tempo das ausências, o tempo que o autor dá às personagens para pensarem, para crescerem, para se encontrarem consigo próprias e sem saberem nos deixarem encontrar com elas. 
Queria dizer tanto sobre os pensamentos que me povoaram ao entrar no universo criado por Márai que tenho medo de dizer de mais de desvendar sentidos que só têm razão de ser se forem por nós desvendados, se assim não for, deixarão de existir. Ninguém vive o amor de outro alguém, ninguém vive o medo do outro, nem a sua dor…nem o seu prazer de comer um chocolate. NINGUÉM SE APAIXONA POR UM LIVRO QUE NUNCA LEU. Sentimos o que vivemos.
 Ler “ As velas ardem até ao fim”, ou “ A herança de Eszter”. Foram dois momentos de descoberta e a descoberta é sempre algo que nos faz crescer.
Não tenho um livro da minha vida, tenho imensos livros dos meus dias, hoje tenho dois e estou com as primeiras páginas de um terceiro do mesmo autor, “Os rebeldes”…Tenho a certeza de que um dia mais tarde iria gostar de vos falar dele, mesmo que tal como hoje talvez não vos dissesse muito, mas a paixão é um pouco isso, por vezes, as palavras atrapalham, talvez ficassem a compreender-me melhor se vissem o brilho que, aposto, tenho nos olhos…

                                                                   Alice Loureiro, 2011   

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Escrita Criativa

Ao longo do 2º período, realizaram-se na Biblioteca Escolar algumas sessões de escrita criativa para turmas do 9º ano. Os alunos foram convidados a experimentar alguns exercícios de escrita, a partir de uma palavra dada ou de um tema musical, dando largas à sua criatividade.
Eis alguns excertos seleccionados dos textos escritos por diferentes alunos:



Era uma vez um balão que furou.


Outro que furou. E outro que voou. Esse voou, subiu até não poder mais e depois rebentou.


Os balões fazem-me lembrar o S. João e o Carnaval do Japão.




Está uma mosca a voar, em minha casa. Eu estou a olhar, ela é um bocado burra porque estava sempre a bater na janela, depois foi para a minha beira e eu tentei matá-la, mas ela é muito rápida, depois chegou lá a minha cadela e conseguiu logo apanhá-la com a boca, e eu:


─ Fogo, que rápida e nojenta!


Depois apareceu outra, acho que era imã da primeira, mas mais burra ainda porque vinha muito mais rápido desde a porta contra a janela.


Já vi um filme com uma mosca falante e vi que elas tinham muitos olhos, mas não percebi: Porquê com tantos olhos e a bater contra o vidro? Que estupidez! De vez em quando também gostava de ser uma mosca para poder ver muitas coisas que não posso.




Balão lembra sardinhas, festa com a família e amigos, lembra o S. João.


O balão sobe, sobe, não pára, desaparece no luar, lá ao longe de onde foi lançado, e aterra no mar. O balão inspira-se, enche-se de ar e voa sem pensar onde vai chegar, sem destino. De nada tem medo. Esteja sol, esteja frio, ele lá vai pelo ar, contente da vida, sem tristeza, não pensa e quando rebenta é o final da sua vida.




Esta música faz-me lembrar o fantasma da ópera, aterrorizava a ópera cometendo assassínios sem nunca ser descoberto. O terror era tanto que a ópera teve de ser encerrada para ver se os assassínios acalmavam. Este fantasma tocava órgão deixando as pessoas ainda mais inquietas… Nunca se descobriu o verdadeiro fantasma.

Boletim Informativo - Abril


quinta-feira, 7 de abril de 2011

Boletim Informativo - Março

Novidades entradas no mês de Março...

Um aluno, um livro.

A Rapariga Que Roubava Livros


Neste livro soberbo de Markus Zusak, a Morte assume o poder e conta-nos, na primeira pessoa, a trágica história de uma rapariga cercada pelos tempos horrendos da segunda Guerra Mundial, em plena Alemanha Nazi. Enquanto a Morte recolhe almas inocentes em cada canto do mundo, encontra-se com Liesel três vezes, a menina a quem gosta de chamar a Rapariga Que Roubava Livros. Liesel foi entregue para adopção a uma família pobre alemã, após a morte do seu irmão mais novo e logo depois de roubar o seu primeiro livro no funeral. Quando o roubou ainda não sabia ler mas com a ajuda de Hans, o seu pai adoptivo acordeonista, conseguirá aniquilar os seus medos e inquietações e aprender na perfeição o glorioso prazer da leitura. Os livros que vai surripiando e o seu melhor amigo, Rudy, são o seu ponto de abrigo para escapar aos acontecimentos terríveis dos quais é testemunha e que a amadurecem irrevogavelmente de uma maneira cruel.

Ocorridas várias aventuras e desventuras, surge a fenomenal biblioteca do presidente da câmara na vida de Liesel, acompanhada da esposa apática, verdadeira dona do futuro refúgio da rapariga que roubava livros, que acaba por se tomar numa companhia assídua daquela triste mulher.

Porém, o surgimento de alguém que virá mudar a sua vida de uma forma drástica está para acontecer. Max, um pugilista judeu, filho do melhor amigo falecido de Hans, vem morar para a cave de sua casa, tentando salvar-se dos nazis que se transformaram em puros perseguidores famintos de "sangue sujo".

Max e Liesel constroem uma amizade fortíssima durante a sua estadia secreta na cave da família Hubermann. Liesel lê-lhe os seus livros roubados em voz alta e Max escreve-lhe. Enquanto a Morte recolhe os espíritos das vítimas da Guerra, começam a suceder-se bombardeamentos em Munique e Max sabe que é a sua hora de partir, para desespero de Liesel. A Morte aproxima-se. Qual será o destino de Liesel?

Um livro de cortar a respiração, embriagador, apto da capacidade de nos deixar acordados noite fora sem conseguirmos parar. Ensina-nos que nunca devemos deixar nada por dizer nem nada por fazer porque tudo pode acabar num momento, por um acidente ou por um propósito. Obriga-nos a reflectir naquilo que achamos verdadeiramente importante e questiona o mais profundo da nossa alma. De extrema beleza, de partir até o mais duro coração, é o livro mais marcante que li até hoje.


A Rapariga Que Roubava Livros,

de Markus Zusak



Por, Andreia Manarte, n.º7, 10° A

quinta-feira, 17 de março de 2011

Semana da Leitura 2011

Cartaz e programa da "Semana da Leitura 2011".

quinta-feira, 10 de março de 2011

Boletim Informativo - Fevereiro

Novidades entradas no mês de Fevereiro.


terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Conferência "A utilização segura da Internet na educação dos jovens"

Convidam-se os ex.mos encarregados de educação a estarem presentes na conferência que se vai realizar no próximo dia 24 de Fevereiro de 2011, no Auditório da Escola S/3 Arq. Oliveira Ferreira.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

projeto acordar

Eu acordo
Ele acordou
Nós acordámos
Eles acordaram
E Tu?!!! Já acordaste para o Acordo?
É, assim, ao conjugar o verbo acordar que o grupo 300- Português empreendeu na nossa escola o projeto Acordar, sobre o acordo ortográfico de Língua Portuguesa.
O novo Acordo Ortográfico entrou em vigor em Janeiro de 2009. Mas, até 2015, decorre um período de transição, durante o qual ainda se pode utilizar a grafia atual. Assim, cônscios que na sociedade em geral e em particular na nossa comunidade escolar tem existido desde o início alguma resistência, alguns escolhos na sua implementação como rejeição( nunca deixarei de escrever como aprendi); ou referindo-o como um ato colonial, um português abrasileirado, ridículo, uma atrocidade à língua lusa, uma traição à língua mãe, foram alguns dos argumentos contra a implementação do novo acordo. Urgia, pois, porque reina ignorância e muita confusão clarificar as questões. O que é o acordo? O que é que estabelece? Assim, importa esclarecer que o acordo ortográfico só estabelece a grafia de palavras, a maneira como se escrevem. Não muda pronúncias ou significados, não cria ou elimina palavras; não estabelece regras de sintaxe.
Com o AOLP a grafia das palavras passa a ser regulamentada nos países de Língua portuguesa por uma única norma. Não unifica totalmente a ortografia da língua. Faz a unificação possível eliminando divergências injustificadas. Cada um de nós certamente ao ler a nova grafia sabe que os olhos param por vezes durante a leitura, travados pela estranheza de certos vocábulos. Mas obviamente que é tudo uma questão de hábito. È preciso adotar a assumção de que o que ontem eram erros, hoje são regras. Há pois, que pôr a escrita em dia. Poderemos dizer que o acordo não traz grande mal ao mundo, mas antes pode reclamar-se de consideráveis vantagens sob o ponto de vista de unidade e universalidade da Língua Portuguesa. Pelo aduzido, foi nosso propósito contribuir com este projeto para uma melhor informação e clarificação acerca do novo acordo. Para aqueles que ainda dirão que Eça deve estar a ter um ataque de pânico, devem o mais rapidamente ACORDAR!!!!

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Diploma Leitores +

Parabéns à turma do 7.º E!

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Boletim Informativo (Janeiro 2011)


O Boletim pode ser consultado aqui.

Um professor, um livro


Quando um homem constrói uma casa a começar pelo telhado, tudo pode acontecer, até escrever um conto a partir de um título.


O Livro da minha vida:

Alguns livros são como auto-estradas. Avançamos rapidamente, sem fruir a paisagem, em busca do fim da viagem. Outros serpenteiam por encostas belíssimas: paramos, fotografamos e a sua riqueza ilumina-nos durante anos. Outros livros são ainda penosos carreiros que calcorreamos procurando-lhes sentidos. Percursos mais ou menos difíceis, surpreendem-nos muitas vezes pela positiva. Escolher um livro ou O LIVRO que nos tenha marcado e proporcionado um novo mundo, uma nova visão da realidade é uma tarefa ardilosa. Mas de entre os consagrados clássicos como a Cidade de Deus e Confissões de St Agostinho, Esteiros de Soeiro Pereira Gomes e O Evangelho Segundo Jesus Cristo de Saramago, escolhi um livro – O Homem da Máquina de Escrever de Fernando de Campos. É quase considerado um livro de bolso que se lê “en passant”. É um livro onde o autor se revela um verdadeiro demiurgo, pois assume em simultâneo a pele de autor, narrador, narratário, protagonista e leitor. A forma como o autor nos agarra pela mão e nos conduz a um enredo brilhante de um homem que compra um objeto – uma máquina de escrever – transporta-nos para a partir daí uma catadupa de acontecimentos que emerge o leitor como parte da estória.  A imaginação do autor é frenética deixando-nos atordoados pelo non sense, pela sátira insidiosa e pelos dilemas que subliminarmente coloca acerca do mundo poético e da literatura. Percebemos que para o escritor o êxito da escrita reside na felicidade de expressão verbal, que de qualquer modo poderá realizar-se por meio de uma inspiração imprevista, mas que normalmente quer dizer uma paciente procura do «mot just» da frase em que a palavra é insubstituível do encontro de sons e de conceitos mais eficaz e denso de significado – a procura de uma expressão necessária, única, densa, concisa, memorável. É este dilema o'nelliano que perpassa ao longo da estória – ceder à inspiração ou dedicar-se ao suor? O leitor que vai seguindo “par i passu” o desfilar de construção de uma estória percebe que afinal tudo é possível, pois como refere o autor “Quando um Homem constrói uma casa a começar pelo telhado, tudo pode acontecer, até escrever um conto a partir de um título”.
Imperdível!

Pedro Campos

Boletim Informativo (Novembro / Dezembro)

O boletim pode ser consultado aqui.